Governo seleciona 501 médicos para atender no interior do país a partir de 18 de setembro
Um total de 501 médicos foram selecionados pelo Governo Federal, via Ministério da Saúde, para atuar em todo o país pelo programa Agora Tem Especialistas. Distribuídos em 212 municípios das 27 unidades da Federação, os profissionais serão destinados a regiões onde há falta de médicos. Do total, 67% vão reforçar o atendimento no interior do Brasil em especialidades como cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia. Assim, eles ampliarão a assistência à saúde da população, reduzindo o deslocamento para os grandes centros urbanos.
Esses médicos integram a primeira chamada de edital inédito do Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, que, pela primeira vez, selecionou especialistas para atuarem no SUS. Com 12 anos de experiência em média, eles vão reforçar o atendimento em 258 hospitais, policlínicas, centros de apoio diagnóstico e outras unidades da rede pública nas cinco regiões do país.
“Precisamos de iniciativas ousadas como o Mais Médicos Especialistas, que vai garantir, pela primeira vez, a atuação de profissionais especialistas no SUS e reduzir o tempo de espera da população por atendimento. Com esse reforço, estados e municípios, que já tinham um grande investimento no serviço, terão suprida a necessidade de especialistas, ampliando o acesso e fortalecendo a rede pública de saúde”, afirmou o ministro Alexandre Padilha, em coletiva que anunciou o resultado da seleção.
Regiões
Para o Nordeste, que historicamente conta com menor número de médicos especialistas, estão destinados 260 profissionais, o que equivale a 51% do total. Já o Sudeste receberá 125 especialistas, seguido pelo Norte (66), Sul (26) e Centro-Oeste (24). Considerando as regiões remotas do país, 25,7% atuarão em áreas classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade, 20% na região da Amazônia Legal e 9% em áreas de fronteira.
993 médicos especialistas
A iniciativa atraiu o interesse de 993 médicos especialistas, que se inscreveram. Desse total, 501 já vão iniciar o atendimento a partir de setembro. Outros 400 profissionais ficam em lista de espera, podendo concorrer a outras oportunidades em uma segunda etapa. “O perfil dos candidatos revela a qualidade desses profissionais que daremos a cada brasileiro: a média de formação dos selecionados é de 12 anos. Isso mostra a excelência que esses profissionais têm e a possibilidade de eles se aprimorarem ainda mais no sistema público de saúde com mentoria e acompanhamento de hospitais da Ebserh e do ProadiSUS”, detalhou Padilha.