Bolsonaro avalia que o filho primogênito ganhará musculatura para a disputa a partir do momento em que se comportar como postulante ao Palácio do Planalto e fizer agendas pelo Brasil. Na avaliação do ex-mandatário, Flávio consolida unidade partidária e conta com um relevante palanque de governadores aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro.
Por conta disso, a previsão é que o senador comece a fazer mais viagens pelo país e assuma protagonismo nos embates com o presidente Lula.
Dentro da família Bolsonaro, Flávio também seria o candidato que passaria “previsibilidade” para a classe política e o segmento econômico, dado o perfil mais moderado que o dos irmãos.
Flávio se manifesta – Em mensagem publicada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro disse receber a missão com “grande responsabilidade” e classificou o pai como “a maior liderança política e moral do Brasil”.
“Confirmo a decisão de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, afirmou o senador, em postagem em suas redes sociais.
Flávio adotou tom crítico ao atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mobilizou o discurso religioso que marca parte de sua base. “Eu não vou ficar de braços cruzados enquanto vejo a esperança das famílias sendo apagada e nossa democracia sucumbindo”, escreveu. Ele afirmou acreditar que Deus “abre portas, derruba muralhas e guia cada passo dessa jornada”.
Os vices de Flávio Bolsonaro e Lula – O mais provável, nesse novo cenário, é que Michelle concorra ao Senado pelo Distrito Federal e que algum partido de centro indique o vice na chapa de Flávio.
Já pelo lado do governo, lideranças do PT têm defendido que Geraldo Alckmin, do PSB, seja novamente o vice na chapa encabeçada por Lula.