O mar que leva o navio pirata do Baiana System só estava programado para navegar no circuito Barra/Ondina depois das 22h, desta sexta-feria (13), mas Ivane Santos e Paulo Negresco chegaram horas antes, com um propósito: unir o útil ao agradável. Eles vendem produtos da banda e tenta vender tudo antes do primeiro acorde.
Com atraso dos blocos na Barra, o Baiana começou praticamente no sábado de Carnaval, quando o relógio já batia quase meia-noite. E nem por isso afastou seu público fiel, que transformou a Barra/Ondina num mar de gente. “Todo ano a gente tá aqui curtindo o Baiana. A gente aproveita pra fazer o dinheirinho também, né? A tática é chegar cedo, identificar os fãs e tentar vender tudo logo, pra depois entrar na pipoca deles e curtir”, conta Ivane.
E se não conseguir vender tudo? Aí o comércio vai para dentro do olho do furacão. “Não tem besteira, não. Entramos com os produtos na pipoca e fazemos tudo ao mesmo tempo. É uma pipoca que não é violenta, né? A pipoca do Baiano é maravilhosa porque só tem amor”, completa.
Eles inclusive já são conhecidos entre os fãs do Baiana. “A gente tem três anos fazendo esse corre, a galera já conhece a gente, libera espaço pra gente passar. Tem que unir o útil ao agradável, né? Não custa nada ganhar seu dinheiro e curtir”, conta Negresco.
Mas a pipoca do Baiana se espalha, como maré vazante, nem parece que o público está ali, curtindo outras atrações. Aos poucos, como uma enchente, vai aparecendo pessoas fantasiados de pirata, com a camisa que Negresco vende ou com a máscara tradicional da banda.
Fonte: Correio