Ao som das filarmônicas, entre o colorido das bandeiras, dos tradicionais carros do Caboclo e da Cabocla e das centenas de pessoas que tomaram conta das ruas de Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues participou, na manhã desta quinta-feira (2), do início do cortejo cívico do Dois de Julho. A programação marcou mais um momento das celebrações pelos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia, reunindo uma multidão entre a Lapinha e o Centro Histórico.
Após a abertura, que incluiu o hasteamento das bandeiras no Largo da Lapinha, o governador seguiu no cortejo ao lado de autoridades e da população. O desfile foi embalado por fanfarras e filarmônicas tradicionais, como a Banda de Música da Marinha, além de grupos escolares e culturais que se apresentam ao longo do percurso.
Durante todo o trajeto, o clima foi de celebração. Famílias inteiras, incluindo crianças e idosos, se uniram a milhares de baianos e turistas para acompanhar o cortejo, acenando para a passagem dos carros do Caboclo e da Cabocla e celebrando uma das datas mais importantes da história da Bahia. O chefe do executivo baiano cumprimentou o público e acompanhou diferentes momentos da caminhada em meio às manifestações de civismo e orgulho do povo baiano.
No período tarde desta quinta-feira (2), o Comando do 2º Distrito Naval foi palco de um ato solene de hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Salvador no Forte de São Marcelo, marcando as celebrações do 2 de Julho. A cerimônia integra a programação oficial que celebra os 203 anos da Independência do Brasil na Bahia, o evento contou com a participação do governador Jerônimo Rodrigues e demais autoridades, para reverenciar a memória e o marco histórico da data.
O governador destacou o significado do ato para o povo baiano. “Nós brasileiros temos que entender o significado da luta, de cada fase que foi a Independência do Brasil. As diversas versões acabam mostrando que muitos civis e militares lutaram e ajudaram a proteger o território brasileiro”, afirmou Jerônimo.
O ato cívico-militar realizado em parceria com a Marinha do Brasil e o Governo do Estado, resgata a memória do segundo-tenente João das Botas. O “Marinheiro da Independência”, como ficou eternizado, foi o responsável por erguer o pavilhão nacional no mesmo local em 1823, logo após a derrota das forças coloniais.
O Comandante do 2º Distrito Naval, vice-almirante Gustavo Calero Garriga Pires, explicou durante pronunciamento que “o 2 de Julho de 1823 não é apenas uma data baiana. É o dia em que a independência proclamada às margens do Ipiranga, em setembro do ano anterior, tornou-se real. Porque a liberdade, para ser verdadeira, precisa ser conquistada e não apenas proclamada. Aqui, nesta Bahia, ela foi conquistada”, afirmou durante discurso.